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  • Foto do escritorFernando Luzio

Por que a Mentoria tem crescido tanto no Brasil e no mundo?


A Jornada da Mentoria

“O essencial é invisível aos olhos” Antoine de Saint-Exupéry “O Pequeno Príncipe”


A demanda por Mentoria tem crescido no mercado brasileiro e também no ambiente global. Todos os dias, recebemos na Luzio Strategy mensagens de pessoas interessadas em entender o que é a Mentoria, no que ela difere para o Coaching e porque ela tem crescido dentro e fora das empresas.


A Mentoria é uma jornada de desenvolvimento da capacidade de pensar estrategicamente e tomar melhores decisões de alto impacto. Ela tem um alto grau de eficácia na formação de lideranças, em prepará-las para lidar com os inúmeros desafios do mundo contemporâneo e fomentar a proatividade no avanço sustentado de suas carreiras.


Temos verificado um aumento progressivo e significativo da ansiedade nas lideranças e sucessores potenciais, por diversos fatores. Dentre eles, a proliferação das incertezas causadas pelas múltiplas crises regionais e globais, e pelas transformações profundas aceleradas por inovações tecnológicas disruptivas, como o avanço da Inteligência Artificial Generativa. Esse contexto provocativo intensifica o nevoeiro que impede a formulação de uma visão estratégica para o presente e o futuro. A Mentoria agrega especial valor nessa tarefa.


A sessões de Mentoria via web (Teams ou Zoom, por exemplo) foram intensificadas na Pandemia da COVID-19 e tornaram a prática ainda mais atrativa.


O que você deve buscar em um(a) Mentor(a)?


Mentor é alguém que tem larga experiência na competência central de interesse da Mentorada; conhecimento multidisciplinar acumulado; domínio de metodologias e ferramentas práticas; experiência multicultural em diversos perfis organizacionais, países e setores da economia; vivência na superação de crises ou em processos de transformação estrutural de empresas; e muita sensibilidade para atuar como um interlocutor particular de líderes e empreendedores pressionados por tempo e alto desempenho. Em resumo, alguém que tenha de fato percorrido longas estradas e uma trajetória pessoal sólida de sucesso, para oferecer segurança e confiança.


Também é importante que o profissional tenha experiência em Mentoria propriamente dita, porque isso também faz diferença. Pessoalmente, tenho atuado como Mentor desde 2014. E cada pessoa que tenho tido o prazer de apoiar me trouxe mais conhecimento e sensibilidade. Por isso faço essa recomendação, porque eu mesmo sei o quanto ter passado horas a fio ao lado de lideranças transformadoras, ao longo de anos, acompanhando seus desafios e superações diárias de fato me tornaram um Mentor mais preparado.


Quem precisa de Mentoria?


A Mentoria tem sido aplicada no desenvolvimento de Gestores e Executivos; na formação de Sucessores Potenciais; na capacitação de Consultores Internos nas empresas para conduzirem processos e atividades de reflexão estratégica e inovação; na preparação de Empreendedores que se sentem aflitos pelo crescimento acelerado do negócio que se tornou maior do que sua capacidade de lidar com os desafios organizacionais; além da atualização para vitalizar a competitividade necessária para a recolocação de profissionais em fase de transição de carreira.


Qual é a diferença essencial entre o Coaching e a Mentoria?


O Coaching exige do profissional (Coach) uma neutralidade e o freio de opiniões, deixando com que o Coachee e a Coachee tomem a decisão sozinhos. Mentores, por outro lado, têm de estar preparados para se posicionarem diante dos dilemas e das dúvidas que Líderes enfrentam no ambiente atual de incertezas, ambiguidade, hiperconectividade e competição sem fronteiras. Pessoas em posição de gestão e liderança têm cada dia menos tempo de qualidade para estruturar o pensamento que vai esclarecer a melhor decisão, buscar os conhecimentos necessários e aprimorar a sua capacidade analítica de desenhar uma boa árvore de hipóteses para fazer as melhores escolhas – e não escolhas. 


O faz um Mentor Estratégico?


Diversas são as atividades e práticas da Mentoria, pela intersecção de múltiplos saberes e múltiplas experiências. Vale a pena destacar algumas:


  1. Utiliza as melhores metodologias e ferramentas disponíveis hoje no mundo, ensina e ajuda a estruturar a estratégia da Empresa ou de uma Unidade. Muitos Mentorados precisam (ou desejam) atuar como Consultores Internos ou Facilitadores de atividades de reflexão estratégica. Essas pessoas se sentem temerosas de errar; sentem receio de não capturar as sutilezas das metodologias; de não perceber equívocos na aplicação dos conceitos; ou de não conseguir orientar a correção de proposições genéricas sem efeito prático; dentre outros problemas típicos da falta de especialização. O Mentor compartilha dicas e segredos de quem vivencia processos desta natureza há mais de 20 anos.

  2. Acompanha a evolução profissional do Mentorado e juntos elaboram um plano de desenvolvimento que garanta o trânsito seguro nas suas avenidas de crescimento profissionais.

  3. Ajuda na solução de problemas, colaborando no rastreamento das causas e no desenho de um pensamento mais estruturado para enxergar os melhores caminhos.

  4. Entrega uma boa curadoria de conteúdo para cada Mentorada, oferecendo o contato com novos conhecimentos e tendências em evidência no Brasil e no mundo. Assim, não desperdiça tempo da Mentorada com conteúdos de baixo valor agregado. Um dos aspectos que causa muita angústia nos meus clientes é a falta de tempo para ler e se atualizar. E ficam perdidos diante da abundância de publicações que provocam o medo de estarem perdendo algum conhecimento relevante (FOMO - Fear of Missing Out).

  5. Trabalha no aprimoramento das competências dos Mentorados em diplomacia, gestão de conflitos e negociação. Ajuda o Mentorado a pensar de maneira holística as situações que se apresentam, analisar riscos e encontrar as melhores alternativas. É alguém com quem ele pode conversar, sem medo de julgamento. Ajuda a proteger a autoestima que no dia a dia naturalmente sofre baques naturais no calor do cotidiano.

  6. Compartilha arquétipos e códigos culturais que podem ajudar a descobrir e lidar melhor com tensões e mitos da cultura organizacional, a fim de liberar o máximo potencial da Mentorada e da Organização. Gerir a estratégia é gerir a mudança, e as barreiras culturais são diversas, assim como as alavancas que podem ser aproveitadas para mobilizar as transformações necessárias na empresa.


Quais são as características fundamentais de um bom Mentor ou uma boa Mentora?


Cada profissional tem as suas peculiaridades, formações distintas e atributos pessoais que favorecem a prática da Mentoria. Um ponto que considero importante: a história de vida do Mentor desenvolve capacidade e sensibilidade para entender a diversidade de situações e variáveis que Mentoradas vivenciam no seu cotidiano.


Na minha experiência, descobri que existem 5 competências que eu acredito serem vitais:   


  1. Ter um radar apurado e antenado sobre as tendências que podem ser exploradas de forma positiva, os Rinocerontes Cinzas e os Cisnes Negros que têm aparecido no caminho das empresas, no Brasil e em qualquer lugar do mundo, e que exigem estratégias para se proteger deles;

  2. Capacidade e competência em ligar pontos e estruturar o pensamento do outro;

  3. Habilidade de escuta generosa e humanidade, fundamentais para o exercício genuíno de empatia; 

  4. Saber fazer boas perguntas, para o outro encontrar as respostas e decidir, já que não há respostas certas, mas evidências que nos ajudam a decidir; e

  5. Conhecimento acumulado traduzido em instrumentos e metodologias práticas para dar poder aos Mentorados no dia a dia.

E, para terminar...


O maior desafio para o Mentor é ajudar a retirar o véu que muitas vezes impede o Cliente de enxergar aquilo que está diante dos seus olhos, mas que por diversos motivos ele não consegue – ou não quer – enxergar, provocando nele um choque positivo da realidade invisível.

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